Regulamentos

CAVALGADA PLANILHADA

Da Cavalgada Planilhada

Art.1º - Definição: São provas de resistência, desenvolvidas em distâncias variáveis, constituídas por trechos identificados e por médias horárias a serem seguidas, trechos neutralizados para descanso e teste especial, realizados em estradas, caminhos, picadas ou quaisquer terrenos com passagens naturais em matas, rios, montanhas, etc., com indicação por placas.

Art.2º - Distância de percurso: As cavalgadas planilhadas terão percurso mínimo de 18km indo até um percurso máximo de 30 km.

Art.3º - Da Configuração de Prova: As Cavalgadas Planilhadas deverão seguir as seguintes normas:

§1º - A marcação do percurso deverá ser a cada 100 metros ou menos quando necessário, com fita, tinta, placas ou similares. As placas serão colocadas ao longo do percurso, onde indicarão as mudanças de velocidades e o horário que o cavaleiro estará passando. Algumas placas somente informarão a velocidade e o horário que o cavaleiro deverá passar, para dificultar o cavaleiro, que deverá sempre saber a velocidade pedida pela placa.

§2º - As velocidades deverão ser sempre assim descriminadas e estarão sempre entre 06 km/h e 12km/h

Na marcha nunca acima de 12 km/h, exceto nos testes de velocidade, cuja velocidade é livre.

Para que a prova tenha maoir grau de competitividade o organizador deverá usar quantas vezes forem possíveis as mudanças de velocidade.

§3º - Para evitar que o competidor se perca, por motivo de roubo de placa ou dano, o organizador deverá obrigatoriamente fornecer uma “planilha” para o competidor, contendo todas as mudanças de velocidade e distâncias segundo cada ponto de referência da planilha.

§4º - As placas indicativas terão necessariamente sua sinalização marcada com cor forte, não lavável, contendo as indicações necessárias de distÂncia percorrida.

Art.4º - Uma Prova da Cavalgada Planilhada somente poderá ser suspensa no todo ou em parte por motivo de força maior, a critério do Júri e da Comissão Organizadora, que programará a realização de nova prova ou a continuação da que foi interrompida.


II – Das Inscrições e Participações

Art.5º - Poderão participar das Cavalgadas Planilhadas oficializadas pela ABCCMM todos os animais acima de 36 meses (36 meses + 01 dia) regularmente inscritos no serviço de Registro genealógico do Cavalo Mangalarga Marchador. Registro Definitivo.

§1º - Animais com idade até 36 meses estão terminantemente proibidos de participar de Cavalgadas Planilhadas.

Art.6º - Os pedidos de inscrição deverão ser feitos nas fichas de inscrição oficiais do Departamento de Esportes da ABCCMM, preenchidos e assinados pelo competidor ou seu representante legal observadas as prescrições deste Regulamento e obrigatoriamente acompanhados de fotocópia do anverso e verso do Certificado de Registro.

Parágrafo Único - Os assuntos inerentes a documentos de animais são de inteira responsabilidade de seus proprietários junto ao SRG do Cavalo Mangalarga Marchador, cumprindo a Comissão Organizadora, tão somente as exigências do presente Regulamento. Neste caso não aceitar documentos incompletos ou duvidosos.

Art.7º - O animal deverá estar inscrito em nome do competidor no Serviço de Registro Genealógico do Cavalo Mangalarga Marchador, caso contrário, poderá participar do evento em nome do proprietário constante da fotocópia do certificado, sob inteira responsabilidade do competidor que o inscreveu.

Art.8º - Nenhum animal poderá ser admitido para participação no evento sem estar previamente inscrito.

Art.9º - As inscrições estarão sujeitas ao pagamento de taxas cujos valores serão estipulados pela Comissão Organizadora.

Art.10º - Cada competidor poderá inscrever até um número máximo de animais estabelecido pela Comissão Organizadora, incluindo animais castrados.

§1º - Todos os competidores participantes deverão juntamente com sua inscrição assinar termos de responsabilidade como condição para participação do evento em que assumem todos os riscos da mesma, consigo, com outrem, com seus animais e equipamentos, isentando os organizadores e patrocinadores de quaisquer acidentes antes, durante e depois da prova, de qualquer tipo ou natureza;

§2º - Os competidores também deverão informar junto com as inscrições o(s) nome(s) do(s) animal(ais) que irá(ão) montar.

Art.11º - Os competidores menores de 18 (dezoito) anos de idade somente poderão participar das cavalgadas mediante apresentação de autorização e termo de responsabilidade por escrito, assinados pelos pais ou responsáveis legais.

Parágrafo Único – Para estes competidores é obrigatório o uso de capacete de proteção.


III – Da Pontuação

Art.12 - Para efeito de apuração do Ranking, os animais terão pontuação de acordo com sua classificação final na Cavalgada Planilhada e conforme a tabela de pontos oficial do rankink de provas funcionais


IV – Da Premiação

Art.13 - As premiações serão estabelecidas e a cargo da Comissão Organizadora.


V – Da Partida, Cronometragem Oficial, Júri e Recursos

Art.14 - Sorteio da Ordem de Partida: Todos os conjuntos terão sua ordem de largada determinada por sorteio ou ordem de colete a critério da Organização.

Art.15 - A partida será coordenada pela Comissão Organizadora.

Parágrafo Único – A partida poderá ser individual, duplas, trios e assim por diante, a critério da Organização, porém a apuração e classificação será atribuída individualmente.

Art.16 - A Cronometragem do evento terá o zero da cronometragem oficial na partida do primeiro concorrente, sendo utilizados sempre, um mínimo de três cronômetros.

Art.17 - Será constituído um Júri que coordenará toda a execução da prova.

§1º – Este Júri será formado por:

a) Um presidente que será a autoridade máxima da prova podendo ter um ou mais secretários;

b) Um comissário geral, responsável pelos PC’s(postos de controle) e Fiscais;

c) Um veterinário chefe, responsável pela equipe veterinária;

§2º – Todo concorrente, ao se inscrever para a prova, declara compulsoriamente conhecer o regulamento e a ele submeter-se, reconhecendo integralmente a autoridade única do Júri, a ele dirigindo-se com dignidade e respeito, e declara aceitar impossibilidade de recorrer a qualquer outro júri esportivo, civil ou criminal, por mais privilegiado que seja.

Art.18 - Das decisões do Júri cabe recurso, por escrito e acompanhado do pagamento de 3 (três) vezes o valor da inscrição até 3 (três) minutos após a divulgação do resultado, dirigido ao Júri de Apelação constituído por 3 (três) pessoas nomeadas pela Comissão Organizadora para esse fim, que julgarão os recursos quando necessário.

Parágrafo Único – A decisão do Júri de Apelação é irrevogável e irretratável e de última instância.


VI - Das Penalizações e Desclassificações

Art.19 - Serão computadas penalizações especiais às seguintes ocorrências, quando constatadas pelo Júri:

a) O competidor perderá 100 (Cem) pontos se não respeitar a fila de chegada no PC e no VET CHECK;

b) O competidor perderá 100 (Cem) pontos se tumultuar o trabalho do PC;

c) O competidor perderá 100 (Cem) pontos se parar no campo de visão do PC;

d) Para cada segundo que o concorrente atrasar-se em relação ao seu tempo ideal, perderá 01 (um) ponto, sem margem de tolerância;

e) Para cada segundo adiantado, o concorrente perderá 02 (dois) pontos, sem margem de tolerância;

f) O concorrente perderá 1000 (mil) pontos se passar com mais de 30 minutos de atraso, ou se passar com mais de 15 minutos adiantado. O concorrente perderá 1000 (mil) pontos se não passar por um PC do roteiro;

Art.20 - A critério do júri, um concorrente poderá ser desclassificado quando constatada qualquer das seguintes ocorrências:

a) Por crueldade contra sua montaria;

b) Apresentar visivelmente falta de domínio ou grande dificuldade em dominar seu animal, colocando em risco a sua segurança, da montaria e de outrem;

c) Obstruir propositadamente a passagem de outro concorrente;

d) Partir antes do sinal de largada e não atender a solicitação do Júri para a repetição da partida (da prova e nos testes de velocidade);

e) Desacatar de viva voz as decisões dos membros do júri;

f) Não comparecer para os exames veterinários dentro do tempo estipulado;

g) Não usar o jaleco numerado;

h) Lavar seu animal com ducha, mangueira ou equipamentos de pressão;

i) Substituir seu animal durante a prova;

j) Usar apoio móvel (ex: moto, bicicleta etc.), no decorrer do percurso;

l) Utilizar intercomunicadores e instrumentos de controle via satélite (Garmin ou similar);

m) Indicar ou falar onde estão os PC’s;

n) Erro de Percurso não retificado;

o) Parar, ladear ou apear do animal após a penúltima placa indicativa do percurso.


VII – Dos Postos de Controle(PC’s), Testes Especiais e Marcação da Trilha

Art.21 - Serão distribuídos, em pontos escolhidos no percurso, diversos Postos de Controle (PC’s) com a função de controlar o tempo e ou roteiro de cada participante.

§1º - É de responsabilidade da Comissão Organizadora manter em sigilo absoluto a localização dos PC’s.

§2º- Cabe ao Júri cancelar os resultados de um ou mais PC’s, caso seja efetivamente comprovado qualquer fato relevante que venha questionar tais resultados.

Art.22 - Poderá ser instituído na Cavalgada Planilhada um Teste Especial de Velocidade. Sua realização ou não é facultativa, a critério da Comissão Organizadora. Quando realizado é de caráter obrigatório para todos os participantes.

§1º - Nos testes especiais de velocidade, o concorrente que fizer o menor tempo de percurso em um trecho pré-determinado com no mínimo 200 metros e no máximo 500 metros de extensão, durante a prova, terá seu tempo considerado como tempo base.

Os demais participantes, com tempo superior ao tempo base terão penalização de 2 (dois) pontos por cada segundo acima do tempo base. Haverá arredondamento de centésimos de segundo nos testes de velocidade;

Exemplo:

Tempo Teste Tempo Corrigido Pontos Perdidos

30 segundos 17 centésimos 30 segundos 00

30 segundos 50 centésimos 30 segundos 00

30 segundos 51 centésimos 31 segundos 02’

32 segundos 30 centésimos 32 segundos 04

§2º - Também poderá ser considerado como Teste de Velocidade percurso de até 300 metros de extensão percorridos em velocidades que podem variar entre 13 km/h no mínimo até 24 Km/h no máximo.

Art.23 - Durante a prova, nas travessias de ribeirão, rios e lagos, o animal deve ter sempre a condição de transpor os obstáculos em seus andamentos naturais: passo, marcha ou galope, ou então saltando, porém nunca nadando.


VIII – Do Manejo dos Animais e Acessórios

Art.24 - A utilização de qualquer medicação parental ou oral, exceto eletrólitos orais, implicará na desclassificação do animal. Medicamentos de uso tópico poderão ser utilizados, desde que previamente autorizado pela Equipe Veterinária, sendo este fato anotado na ficha Veterinária.

Art.25 - Será permitido o uso de eletrólitos por via oral espontânea, conforme o disposto no Art. anterior. É também permitido o uso de repelente de insetos, o uso de água à vontade, qualquer tipo de ferrageamento desde que mantida a sanidade do animal, bem como panos, escovas, esponjas e artigos de limpeza.

Art.26 - Nos exames de controle, o animal deverá corresponder de forma espontânea, ao que for solicitado pelo examinador.

Art.27 - Os animais deverão apresentar-se devidamente encilhados (selas e cabeçadas), e os cavaleiros/amazonas, convenientemente trajados, respeitando as normas do presente Regulamento.


IX – Dos Procedimentos de Julgamento e Controle Veterinários

Art.28 - Os animais deverão ser apresentados antes da prova, em local e horário que for estabelecido pela Comissão Organizadora, desencilhados, quando serão submetidos a um controle veterinário inicial. Eventuais problemas, lesões ou pisaduras deverão ser mostrados neste exame.

Art.29 - No Controle Veterinário intermediário durante o percurso, o animal deverá ser apresentado ao Corpo Veterinário, dentro dos primeiros trinta minutos após sua chegada, sendo esta, responsabilidade integral do concorrente.

§1º - Será delimitado um local isolado para o mesmo, natural ou separado por cordas, onde os animais examinados deverão estar a uma distância mínima de 30 (trinta) metros do público;

§2º - O animal em julgamento será apresentado por uma única pessoa, que poderá ser o proprietário, cavaleiro ou tratador, devendo, entretanto, sempre portar o colete de identificação;

§3º - Deve ser exigido silêncio no local determinado para o exame;

§4º -Os animais em processo de exame deverão ser conduzidos de forma a não passarem próximos uns dos outros;

§5º - O Júri determinará outras providências que considere necessárias ao bom andamento dos trabalhos;

§6º - No caso de um animal apresentar um batimento cardíaco superior a 64 batimentos por minuto, para efeito de desclassificação, a medição deverá ser feita por 2 (dois) veterinários, independentes e sem conhecimento das medições efetuadas pelos outros, valendo como resultado a média aritmética arredondada para baixo.

Art.30 - Eventualmente poderão ocorrer Controles Veterinários volantes durante o percurso, com finalidade de proteger a sanidade dos animais, sempre a critério da Comissão Organizadora.

Art.31 - Em todos os controles veterinários, os animais serão apresentados desencilhados, e responder de maneira espontânea ao solicitado pelos examinadores, salvo nos controles volantes quando será apresentado encilhado.

Art.32 - Para desqualificação de um animal em Posto de Controle Veterinário serão observadas as seguintes condições:

a) Nos controles intermediários deverá haver a concordância de pelo menos 2 (dois) veterinários.

b) Nos controles volantes, um único veterinário poderá decidir pela eliminação.

c) Nos controles finais, após a análise de seu Corpo Veterinário.

Art.33 - São fatores determinantes da desqualificação:

a) Freqüência cardíaca acima de 64 (sessenta e quatro) batimentos por minuto, após 30 minutos da chegada do animal no vet-check;

b) Manqueira visível;

c) Desordem do ritmo cardíaco ou ruído cardíaco;

d) Alterações respiratórias;

e) Desidratação;

f) Hipertermia;

g) Miopatias;

h) Ferimentos graves;

i) Constatação de doping ou medicação sem autorização;

j) Cólicas;

l) Congestão, e,

m) Fadiga e/ou desidratação.

Art. 34 - Para caracterização de estado de fadiga e/ou desidratação de um animal são considerados especialmente os seguintes sintomas:

a) Freqüência cardíaca não descer a níveis seguros (64 batimentos por minuto) em até trinta minutos após cessar o esforço;

b) A temperatura corporal atinge 40.5 graus Celsius;

c) Fadiga muscular aparente (tremores e/ou perda de coordenação motora – exaustão);

d) Anus e/ou pênis relaxados, com ausência de reflexos;

e) Cólicas;

f) Incapacidade de urinar ou urina escura;

g) Mucosa congesta ou cianótica, com cor vermelha escura ou azulada;

h) Gengivas secas;

i) Tempo de preenchimento capilar muito lento;

j) Olhar vidrado (sem brilho);

l) Prega cutânea com retorno demorado;

m) Miopatia de esforço (endurecimento);

n) Flutter diafragmático.

Art.35 - No Posto de Controle Veterinário intermediário o concorrente deverá retomar seu percurso 45 minutos após a sua chegada, sendo esta marcação de tempo de inteira responsabilidade do cavaleiro.


X – Das Disposições Gerais

Art.36 - Serão considerados qualificados para efeitos de premiação e pontuação todos os cavalos que chegarem ao fim da prova sem terem sido eliminados no último exame veterinário após a chegada, tendo percorrido corretamente o percurso estabelecido.

Art.37 - Será classificado em 1º lugar o animal que ao final da prova apresentar a menor somatória de pontos perdidos, levando-se em conta a somatória dos pontos referentes aos PC’s de Tempo, Roteiro e, quando houver, Teste de velocidade. Em 2º lugar o que apresentar a 2ª menor somatória e assim sucessivamente.

Art.38 - No caso de empate entre dois ou mais animais o desempate se fará em favor do animal que:

a) Zerar o maior número de PC’s de Tempo.

b) O melhor desempenho no Teste de Velocidade (valendo para tanto o tempo obtido, até centésimos de segundo).

Art.39 - O cavaleiro participante deverá usar um colete numerado, fornecido pela Comissão Organizadora, que poderá conter referências a patrocinadores e organizadores da prova.

Art.40 - Os concorrentes deverão usar de cortesia durante a prova. A Segurança de todos envolvidos e esportividade entre os participantes são esperadas.

Art.41 - Em caso de erro de percurso, o participante deverá retomá-lo a partir do ponto onde iniciou o erro, sem compensação pelo tempo perdido, sendo sua responsabilidade permanecer na trilha correta.

Art.42 - Os animais que tiverem o hábito de escoicear devem ser identificados com uma fita vermelha na cauda.

Art.43 - Será feita uma preleção antes da prova para informar aos participantes sobre os objetivos do esporte, as características da prova, pontos de assistência para competidores, peculiaridades do percurso e infra-estrutura organizacional.

Art.44 - É recomendável para todos os concorrentes a utilização de capacete para sua proteção.

Art.45 - O júri tem autonomia para resolver os casos omissos neste Regulamento.

Art. 46 – É exigido técnico habilitado pela ABCCMM para fazer a conferência da resenha, demais itens sanitários, bem como todos os aspectos exigidos por lei para sanidade animal.

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